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Por que o nosso paladar muda com o tempo

Postado por: | 10/10/17 - às 19:39

Você já se perguntou por que crianças que odeiam legumes nos primeiros anos de vida acabam se tornando vegetarianas ao longo dos anos? Ou por […]

Você já se perguntou por que crianças que odeiam legumes nos primeiros anos de vida acabam se tornando vegetarianas ao longo dos anos? Ou por que mesmo amando doces por tanto tempo durante a infância, passam a ser indiferentes a eles depois? Não é apenas “culpa” das mamães essas mudanças em nosso paladar e hábitos alimentares.

Os culpados – que na verdade não têm culpa – são os nossos hábitos sociais e o próprio desenvolvimento do nosso corpo. Hoje em dia já sabemos o suficiente cientificamente para saber o porquê de nossos gostos mudarem tanto.

No começo de nossas vidas, nosso apetite tão grande por doces e seus derivados tem um motivo: o leito materno, nosso primeiro alimento. Os doces para a criança se relacionam diretamente, por gosto e associação sentimental a esse alimento tão importante no começo da vida.

O gosto amargo, comum aos vegetais e bebidas como o café, é sentido mais intensamente pelas crianças. Isso acontece porque nos primeiros anos de vida as glândulas responsáveis por “sentir o gosto” estão em uma quantidade muito maior do que estarão na vida adulta. Crianças fazem careta para os alimentos amargos porque naturalmente seu gosto é muito forte para elas.

Nessa fase da vida, a aversão a certos alimentos também pode assumir um nome: neofobia alimentar, ou seja, o medo de provar algo novo, uma reação completamente instintiva.

Ao longo da vida adulta, o natural é que apenas um terço das glândulas iniciais permaneçam na boca para identificar os sabores. Acompanhando isso vem a tolerância e até o apetite por alimentos mais fortes. Daí vem o gosto e aceitação de bebidas como café e cerveja entre os adultos, por exemplo.

Na fase adulta as pessoas também já têm seus hábitos alimentares influenciados pela vida social, mesmo sem saber. As boas lembranças e situações vivenciadas podem ser associadas aos alimentos, o que também explica o sucesso das bebidas alcóolicas entre adultos: as reuniões no fim de semana. Da mesma maneira, más experiências com algum alimento ou bebida também pode criar uma aversão muito difícil de ser revertida.

Estudos atuais mostram que por volta dos 20 anos o paladar da maior parte das pessoas está “preparado” para provar praticamente todos os alimentos. É geralmente nessa idade que começam a surgir os gostos mais particulares, como apreciação por vinhos e outros alimentos mais especiais.

Já na velhice, as glândulas responsáveis por nos dar a habilidade de sentir o gosto dos alimentos estão em uma quantidade reduzida e quase não se renovando mais. Por isso, é comum que os idosos parem de sentir o gosto da comida e/ou façam uso de temperos fortes constantemente.

De qualquer maneira, nosso paladar nunca é o mesmo, e nunca é o que nós gostaríamos que ele fosse. Recebemos influências de todos os tipos que, mesmo que não pareça, vão afetar nossa maneira de perceber e apreciar novos alimentos.

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Com informações de Terra.

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