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Dieta para bailarinos

Postado por: | 12/04/16 - às 12:01

O nome francês ballet deriva do italiano ballare (bailar) e remete a um estilo de dança cujos princípios básicos são postura ereta, disciplina, leveza e […]

O nome francês ballet deriva do italiano ballare (bailar) e remete a um estilo de dança cujos princípios básicos são postura ereta, disciplina, leveza e harmonia. O ballet clássico teve seu início na Itália no século XVI, época na qual os nobres entretinham seus convidados com espetáculos de poesia, música e dança. Caracterizados por movimentos graciosos e delicados do corpo, o ballet atingiu seu auge devido ao rei francês Luiz XIV, bailarino e fundador em 1661 da Academia Real de Ballet, a atual Ballet de l’Opéra de Paris. As cinco posições dos pés foram criadas pelo professor Pirre Beauchamp e se tornaram a base do aprendizado acadêmico do ballet clássico.

No início do século XX o ballet teve um impulso e está crescendo no Brasil o número de escolas de dança e projetos sociais que ensinam esta modalidade artística. Além de beleza física e bom desempenho técnico, a bailarina deve dispor de muita concentração e disciplina, já que a rotina do ballet clássico visa um treinamento com ênfase na sustentação, equilíbrio, sapatilhas de ponta e um corpo magro, preconizando o baixo peso corporal e supervalorizando a estética. Qualquer alteração no peso de um bailarino clássico pode e irá refletir negativamente no desempenho e na aparência, sendo a busca pelo perfeccionismo um fator desencadeante da constante preocupação com a sua auto-imagem.

Nos dias atuais, a insatisfação com a imagem corporal e a prática de dietas inadequadas são muito comuns. A busca pelo corpo perfeito pode se tornar uma

obsessão, principalmente entre as mulheres, que referem maior pressão para a magreza que os homens. A emergência precoce da preocupação com o peso e insatisfação com a auto-imagem, pode conduzir a um transtorno do comportamento alimentar, perturbação psiquiátrica caracterizada por grave alteração no padrão alimentar e por repercussões psicológicas relacionadas a uma distorção da imagem corporal.

Estudos afirmam que para um melhor rendimento no ballet clássico é necessário que o praticante apresente um reduzido percentual de gordura corporal, entre 8 e 10%. Geralmente o ballet, com sua excessiva preocupação com o baixo peso e a estética corporal, faz com que a alimentação das bailarinas não seja adequada, podendo promover, aliada à pressão dos instrutores e à instabilidade emocional, transtornos alimentares como a Anorexia Nervosa e a Bulimia Nervosa. Dessa forma, as bailarinas formam um grupo de alto risco para o desenvolvimento destes transtornos, em especial a Anorexia Nervosa, principalmente durante a temporada de apresentações.

Portanto, se alimentando adequadamente, com uma dieta balanceada e desenvolvida por um profissional da área da saúde, especificamente uma Nutricionista, e com acompanhamento continuo, até mesmo um bailarino poderá ter uma estrutura física que atenda as exigências de sua área de atuação e com saúde, que é o fator mais importante para a permanência de um profissional da dança na área artística.

Fonte: http://www.abne.org.br

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